Para simplificar e compreender melhor
o mundo dividimos a realidade, dissociando-a. Vivemos o “ou”, acreditando ser
isso possível. Temos coragem ou medo, somos crianças ou velhos, pensamos com o
cérebro ou com o coração, vivemos ou morremos, vemos o certo ou o errado, o
feio ou o bonito, o simpático ou o antipático.
Um olhar ampliado
nos eleva a consciência e a compreensão do mundo. Tem vida na morte, a criança
está no velho, a árvore está na semente, o feio está no bonito. A percepção do
todo nos permite ver as partes de forma simétrica. Tudo tem a ver com tudo. Um
gesto impacta numa atitude, que leva a uma ação, que mobiliza um processo, que
constrói outro, que alimenta mais outro e que pode transformar a realidade. Nós
somos “e”. Essa é a única forma de sobrevivermos como seres humanos. Precisamos
fazer o exercício árduo de incluir tudo o que até agora acreditávamos não fazer
parte porque nos era oposto ou diferente. Um mundo dividido é um mundo pobre.
Uma pessoa, também.
Pegou bem de guampa chê! Lindo
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