| Dia dos Pais/2008, aos 90 anos, com direito a espumante |
Passei por um mau bocado essa semana:"Retirar" o meu pai de sua casa para colocá-lo no "residencial", um nome brando para os antigos asilos. Com muita dificuldade para se achar, aos 92 anos, tive a certeza de vê-lo como um bebê. Apoiado com a mão no meu ombro emquanto eu vestia as suas calças, parado quietinho enquanto eu abotoava a sua camisa, penteava o seu cabelo e, pela mão,convencia-o a deixar a sua casa junto com os meus irmãos. "Não quero ir", "não preciso" essas foram algumas dass frases que eu também escutei há 27 anos atrás quando deixei a minha filha na "escolinha", termo brando para as antigas creches.Tudo é envolto em brandura quando se trata de algo que envolve desapego. Mesmo sabendo que o local é melhor, que todas as enfermeiras no residencial ou professoras na escolinha têm um carinho enorme para atender, que estudaram para isso, não é possível acreditar que em casa, eles (minha filha pequena e agora o meu velho pai) não estariam melhor. Passar uma tarde na frente da TV, enquanto eu trabalhava, não seria a melhor opção. A culpa nos leva a acreditar que eles estão muito melhor conosco, o que muitas vezes é verdade e, em outras, não.
Nascemos eb morremos dependendo do cuidado e do carinho do outro. Por que não fizemos isso durante a vida toda, então? Uns para os outros, constantemente."
Fica aqui a reflexão.
Fica aqui a reflexão.
Gostei de ler, Dulce.
ResponderExcluirObrigado por compartilhar essa reflexão.
Abraço forte.
Mallet
Emocionante.Com certeza me lembrarei disso que escrevestes aqui.
ResponderExcluirUm bjo grande. Adorei te rever!
emocionante as tuas palavras. um beijo bem grande, nonô.
ResponderExcluirMuito bonita mesmo tua reflexão Dulce. De parar pra refletir e suspirar fundo.
ResponderExcluirUm beijo grande do teu... nem sei o que eu so teu..hehe
Chico