Conteúdos abordados na palestra do SINFAC - Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil - Factoring do Estado do Rio Grande do Sul
A era da relação pede
o desenvolvimento de uma outra inteligência: a emocional. Isso significa ouvir
mais, estar disposto a compreender o erro como uma forma de crescimento para a
empresa e, o mais importante, aprender com o sucesso, além de despejar sobre a
organização um olhar 100% humanista. Isso não quer dizer filantropia, ser
“bonzinho” ou a perda da noção de lucro, absolutamente. Precisamos do lucro,
assim como da respiração para viver. Ocorre que agora o lucro está atrelado ao humor
das pessoas e da sua vontade/capacidade de se comprometerem com a empresa. Além
disso, o tempo também é outro. Valorizar aqueles que ficarão 20 anos em uma
mesma empresa já não pertence mais a esse mundo. Agora, em 05 anos o prazo já
pode ter vencido, o profissional necessita de novos desafios, mesmo que seja
dentro da mesma organização.
Crescimento
e Desenvolvimento
Assim, quem
é diferente hoje? Nos idos do toyotismo, eram as empresas que faziam mais com
menos, as "lean organizations". Esse modelo olhou pouco para o ser
humano por inteiro, vendo-o como alguém a serviço do trabalho apenas. É justamente
nesse ponto que está o desafio: o equilíbrio entre produzir e desenvolver, ao
contrário do produzir, crescer e até mesmo destruir. Nos novos parâmetros é
preciso crescimento e desenvolvimento. Para crescer o indivíduo precisa
comer, dormir, respirar, mas para desenvolver-se é necessária a relação com o
mundo, com os outros. Para haver desenvolvimento é preciso ter noção das
diferenças e aceitá-las, além de ampliar o olhar sobre a importância da
presença de cada um no mundo. Um líder sustentável e positivo é o novo
paradigma. Para fazer a diferença na era da relação é preciso trocar o
"ou" por "e", ou seja, nós precisamos incluir, isso nos
amplia e nos tira da mesmice do "ou" que nos leva a ver apenas as
nítidas polaridades. Há muita coisa acontecendo entre o céu e a terra, entre o
bem e o mal, entre o certo e o errado dos modelos que até agora nós confirmamos.
Ver além dos extremos é poder trazer todo o ser humano para dentro da empresa,
com suas fragilidades, incertezas e forças, a fim de poder constituir grupos
verdadeiros que se unam pela cumplicidade e confiança. Não há coragem sem medo,
nem sucesso sem fracasso, erro sem acerto. Está tudo muito junto. Compreender
isso é fazer a diferença e adicionar o “E” ao dia-a-dia de cada um.
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