9.9.11

Você, a diferença na era da relação.


 
Conteúdos abordados na palestra do SINFAC - Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil - Factoring do Estado do Rio Grande do Sul

A era da relação pede o desenvolvimento de uma outra inteligência: a emocional. Isso significa ouvir mais, estar disposto a compreender o erro como uma forma de crescimento para a empresa e, o mais importante, aprender com o sucesso, além de despejar sobre a organização um olhar 100% humanista. Isso não quer dizer filantropia, ser “bonzinho” ou a perda da noção de lucro, absolutamente. Precisamos do lucro, assim como da respiração para viver. Ocorre que agora o lucro está atrelado ao humor das pessoas e da sua vontade/capacidade de se comprometerem com a empresa. Além disso, o tempo também é outro. Valorizar aqueles que ficarão 20 anos em uma mesma empresa já não pertence mais a esse mundo. Agora, em 05 anos o prazo já pode ter vencido, o profissional necessita de novos desafios, mesmo que seja dentro da mesma organização.  

Crescimento e Desenvolvimento 


Assim, quem é diferente hoje? Nos idos do toyotismo, eram as empresas que faziam mais com menos, as "lean organizations". Esse modelo olhou pouco para o ser humano por inteiro, vendo-o como alguém a serviço do trabalho apenas. É justamente nesse ponto que está o desafio: o equilíbrio entre produzir e desenvolver, ao contrário do produzir, crescer e até mesmo destruir. Nos novos parâmetros é preciso crescimento e desenvolvimento. Para crescer o indivíduo precisa comer, dormir, respirar, mas para desenvolver-se é necessária a relação com o mundo, com os outros. Para haver desenvolvimento é preciso ter noção das diferenças e aceitá-las, além de ampliar o olhar sobre a importância da presença de cada um no mundo. Um líder sustentável e positivo é o novo paradigma. Para fazer a diferença na era da relação é preciso trocar o "ou" por "e", ou seja, nós precisamos incluir, isso nos amplia e nos tira da mesmice do "ou" que nos leva a ver apenas as nítidas polaridades. Há muita coisa acontecendo entre o céu e a terra, entre o bem e o mal, entre o certo e o errado dos modelos que até agora nós confirmamos. Ver além dos extremos é poder trazer todo o ser humano para dentro da empresa, com suas fragilidades, incertezas e forças, a fim de poder constituir grupos verdadeiros que se unam pela cumplicidade e confiança. Não há coragem sem medo, nem sucesso sem fracasso, erro sem acerto. Está tudo muito junto. Compreender isso é fazer a diferença e adicionar o “E” ao dia-a-dia de cada um. 

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