19.1.11

Gentileza

                 Chovia muito na terça passada, aqui em Porto Alegre, quando saí da terapia. Impossível chegar até o carro, sem sombrinha, de sandália, com roupa de ir direto para a reunião com o cliente. Na mesma situação, na portaria do prédio, um homem já aguardava a chuva passar. O porteiro entregou-lhe um guarda-chuva, percebi que haviam combinado isso antes da minha chegada. Desculpou-se por ter apenas um e falou que iria abrir a garage para que a pessoa entrasse para devolver o guarda-chuva, sem se molhar.
                 Eu já estava encantada com toda aquela estratégia para o bem estar do próximo. Em seguida, o porteiro indagou onde estava o meu carro e eu comentei que o havia deixado numa lavagem (toma!) a uma quadra de distância. Pois bem, quando o indivíduo voltou para devolver o guarda-chuva, o porteiro, para a minha surpresa, lhe perguntou:  "Seria possível dar uma  caroninha até a próxima quadra para essa senhora"? Bem ,entrei no carro do "colega" de recepção em dia chuvoso. No estacionamento, ainda fui presenteada com o fato de ser deixada bem ao lado do meu carro e não me molhei nenhum pouquinho.
               Não sei o nome do porteiro e nem do meu motorista. Sei que todo mundo se deu bem nessa história e a chuva não parou.
              Para ser gentil não precisa identidade. Basta saber exatamente o que o outro precisa naquele dado momento da vida e oferecer!  Isso faz um bem...

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